"Lute sempre pelos seus sonhos!"

Esta afirmativa fará sempre parte da minha vida, pois, acredito que os sonhos não envelhecem, nos fazem refletir, buscar caminhar,e, são sonhos até que se tornem realidade...de uma forma ou de outra!
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sonhos Adriana Assunção

Sonhos
Adriana Assunção


São caminhos que devemos
percorrer sem medo....

Sonhar não consiste
Em imaginar o
Inalcansável....

É encontrar uma
Forma de conquista

Descobrir dentro de si
Que é possível reconstruir

Encontrar no alto a certeza
Que somos capazes de escrever
Um novo episódio
No grande livro da vida......


Poema da Professora da EJA, Adriana, apresentado em nosso sarau!!!

Lindo poema... lindo dom... espero ver um livro seu!!!! Abraços, Renata

quinta-feira, 3 de março de 2011

Estrelas mortas



Este é o mais novo poema do autor cachoeirense Iran Barboza. Vejam que preciosidade!!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Paulo Freire

PAULO FREIRE

Mil novecentos vinte e um decorria,
Quando Paulo Freire Nasceu,
Em dezanove de Setembro seria,
E no recife, Pernambuco, aconteceu.

Aí, sua meninice viveu,
E, a ler, sua mãe o ensinou,
Um grande volte face se deu
Quando para Jaboatão se mudou.

Aqui conheceu a dor,
Quando seu pai faleceu,
Mas a solidariedade e amor
Também ele conheceu.

Conviveu, nas suas brincadeiras,
Com os meninos das favelas,
Conheceu a vida das lavadeiras
E também aprendeu com elas.

Podemos dizer que aquela dor,
Provocada pela paterna partida,
Fez de Paulo Freire o Educador
Que Aprendeu na escola da vida.

Foi aqui que se interessou
Pela problemática do Português.
Muitas dificuldades passou,
E, ainda novo, homem se fez.

O segundo ano do secundário,
Só aos dezassete anos o começou,
Foi um homem extraordinário,
Aluizio P. de Araújo que o apoiou.

Em quarenta e quatro casou
Com Elza, uma professora primária,
Cinco filhos é a prole que ficou
Dessa relação extraordinária.

Nesse meio tempo foi convidado,
Pelo colégio Oswaldo Cruz, a leccionar
Ali se vira, outrora, abrigado
E agora, ali podia servir a ensinar.

Director do sector da educação
E cultura do Sesi, órgão recém-criado,
É a sua futura ocupação,
Mas não é homem de ficar acomodado.

Nos anos cinquenta tem projecto novo,
É no campo da educação escolarizada,
Descobre-se o educador do povo,
Faceta, em si, cada vez mais vincada.

No recife, um instituto é criado,
Capibaribe, mas não está sozinho,
Tem muita gente a seu lado,
Que quer, prá educação, outro caminho.

Paulo Freire educou a educação,
Mas também a vida politica,
Mereceu a sua atenção e dedicação,
E em prol delas sua vida sacrifica.

Ao exílio se viu condenado,
Foi um homem incompreendido,
E escreveu, já no Chile exilado
A obra “Pedagogia do Oprimido”.

Esta “Pedagogia do oprimido”
Seria a sua obra maior
Mas Paulo Freire ficaria conhecido,
Por ser um grande educador.

Este exílio lhe deu alento novo
Para explanar um projecto pioneiro,
Mas preferia dar ao seu povo
O que ensinava ao mundo inteiro.

Trabalhou com afinco e confiança,
“Cultura popular, educação popular”
E também, “Pedagogia da esperança”
Outros livros que viria a publicar.

Livros, escreveu muitos mais,
Fez poesias de cariz educativo,
Colaborou com pedagogos mundiais,
O seu método mantém-se activo.

Foi homenageado por onde viveu,
América Latina, Estados Unidos,
E outros onde desenvolveu
Projectos ainda hoje reconhecidos.

Varias escolas o adoptaram,
A Europa rendeu-se ao seu valor,
As ex-colónias portuguesas despertaram
O seu espírito de educador.

Dois de Maio de Noventa e sete,
A morte o apanha à traição,
Um enfarte do miocárdio o acomete.
Morria um nome grande da educação.

O Brasil chora a sua morte,
Mas não esquece o seu contributo,
O mundo enaltece esta alma nobre,
Que fez da educação o seu culto.

Com Ivan Illich se cruzou,
E António Sérgio conheceu,
Com mais nomes trabalhou,
A todos ensinou e com todos aprendeu.

A dizer, muito mais havia,
Mas para não ficar complexo,
As fontes e a bibliografia,
Juntámos em páginas em anexo.

Terminamos a nossa reflexão
Com uma questão sempre nova
“De que servirá a educação
Se não for, permanentemente, colocada à prova?”

Achei lindo este poema, mas desconheço o auto!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Traduzir-se, Ferreira Goulart


O autor:

Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro. Nasceu no dia 10 de setembro de 1930, na cidade de São Luiz, capital do Maranhão, quarto filho dos onze que teriam seus pais, Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart. Inicia seus estudos no Jardim Decroli, em 1937, onde permanece por dois anos. Depois, estuda com professoras contratadas pela família e em um colégio particular, do qual acaba fugindo. Em 1941 passa a se dedicar à leitura de livros retirados da Biblioteca Municipal e a escrever poemas.


Assim vou percebendo que temos algo em comum, ele também tinha um pseudônimo como eu e Aninha, a querida Cora Coralina, este poema foi recitado por mim ,em 2009, no Sarau da Oficina do Letras de Luz, foi lindo, ao final terminei com a música "é preciso saber viver". Eu me encaixei muito bem neste poema e você será que consegue se traduzir?


Taduzir-se


Uma parte de mim
é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.

Uma parte de mim é multidão:

outra parte estranheza e solidão.

Uma parte de mim pesa, pondera:

outra parte delira.

Uma parte de mim almoça e janta:

outra parte se espanta.

Uma parte de mim é permanente:

outra parte se sabe de repente.

Uma parte de mim é só vertigem:

outra parte, linguagem.

Traduzir-se uma parte

na outra parte- que é uma questão de vida ou morte -

será arte?


Ferreira Goulart

Convite, José Paulo Paes



O Autor:

José Paulo Paes nasceu em 1926, em Taquaritinga, interior de São Paulo, e morreu em 1998, na cidade de São Paulo. Estudou Química Industrial em Curitiba e trabalhou em um laboratório farmacêutico – mas não demorou a largar a química para dedicar-se exclusivamente à literatura. Seu primeiro livro de poemas é de 1947, e o último, “Socráticas”, foi publicado depois de sua morte, em 2001.Trabalhou como editor, tradutor, crítico literário e foi um dos poetas mais importantes de sua geração. Um dia percebeu que, além de muitas línguas de terras distantes, sabia falar a língua das crianças e resolveu escrever para elas. O poeta dizia que “(...) a poesia chama a atenção das crianças para as surpresas que podem estar escondidas na língua que ela fala todos os dias sem se dar conta delas”.Entre os livros infantis que escreveu, estão: “Uma Letra Puxa a Outra”, “Um Número Depois do Outro”, “Ri Melhor Quem Ri Primeiro – Poemas para Crianças (e Adultos Inteligentes)” e “A Revolta das Palavras – Uma Fábula Moderna”.


Como é gostoso brincar com as palavras, José Paulo Paes definiu poeticamente a poesia e nos faz um convite ao mundo das letras. Em 2009, na EMEF " Dr. Evangelista Rodrigues", no primeiro sarau da escola, recitei este poema aos alunos e professores foi uma delícia, gostaria de convidá-lo também a colocar a imaginação, inspiração para funcionar , então , vamos brincar de poesia?


Convite


Poesia é

brincar com palavras

como se brinca

com bola, papagaio, pião.

Só quebola, papagaio,pião

de tanto brincar se gastam.

As palavras não:

quanto mais se brinca com elas

mais novas ficam.

Como a água do rio

que é água sempre nova.

Como cada dia

que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?


José Paulo Paes


Diferenciando Poesia e Poema


Difrenciando o poema da poesia:

“ É bom ressaltar a diferença entre poema e poesia. Apesar de serem tratadas por muitos como sinônimos, o uso dos dois termos entre os estudiosos apresenta diferenças:


Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma
linguagem.


Poema: obra em verso em que há poesia .


"Se o poema é um objeto empírico e se a poesia é uma substância imaterial, é que o primeiro tem uma existência concreta e a segunda não. Ou seja: o poema, depois de criado, existe per si, em si mesmo, ao alcance de qualquer leitor, mas a poesia só existe em outro ser: primariamente, naqueles onde ela se encrava e se manifesta de modo originário, oferecendo-se à percepção objetiva de qualquer indivíduo; secundariamente, no espírito do indivíduo que a capta desses seres e tenta (ou não) objetivá-la num poema; terciariamente, no próprio poema resultante desse trabalho objetivador do indivíduo-poeta."
O poema destaca-se imediatamente pelo modo como se dispõe na página. Cada verso tem um ritmo específico e ocupa uma linha. O conjunto de versos forma uma estrofe e a rima pode surgir no interior dessa estrofe. A organização do poema em versos pode ser considerada o traço distintivo mais claro entre o poema e a prosa (que é escrita em linhas contínuas, ininterruptas).


Fonte:http://www.sitedeliteratura.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Poema Saber Viver


Como é gostoso ouvir poesias, ainda mais de Cora Coralina, moradora de Goiás, ela realmente sabia viver, era doceira, hum delícia! Olha a culinária permeando a literatura! Adotou o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, me lembro que na adolescência eu tinha um também, Ataner, dado por um amigo que conheci na escola Rebouças, se chamava Elias Eduardo e com seu pseudônimo Saile Odraude, trocávamos muitas cartas, tempo gostoso, hoje o email substitui esta prática, porém, às vezes ainda escrevo, como no ano passado que troquei correspondências com os alunos do 5º ano, da professora Gilce, a partir da leitura do livro Felpo, Filva, que aliás recomendo, uma obra divertida, que apresenta-nos vários gêneros literários e ainda nos dá uma lição sobre o respeito às diferenças.



Saber Viver


Não sei...
Se a vida é curta Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta, Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Cora Coralina